Abaixo-assinado critica ocupação

Coseas ocupadaUm grupo de moradores do Conjunto residencial da USP (Crusp) passa desde o dia 15 um abaixo-assinado cujo texto critica as assembleias que decidiram a ocupação da Divisão de Promoção Social da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) da universidade e diz que o movimento foi feito por um grupo sem apoio dos moradores. O documento tinha, até o fechamento desta edição, pelo menos 200 assinaturas e deve passar até dia 23, preveem os organizadores.

Segundo o texto, o grupo é formado por apoiadores da chapa que dirige a Associação de Moradores (Amorcrusp) e esvazia as assembleias, constrangendo e insultando quem se coloca contra suas ideias. “Concordamos com os motivos [da ocupação]”, diz o documento. “Não compactuamos com práticas semelhantes [às de vigilância do Coseas] perpretadas por um grupo que tem em seu poder documentos sigilosos sobre o histórico sócio-econômico dos estudantes”.

“É uma tentativa de golpe. Muito mais pessoas apóiam a ocupação do que criticam. Essas críticas são inverdades”, disse um dos membros da chapa e participante da ocupação que não quis identificar-se.

O texto foi escrito por pós-graduandos, alguns deles pertencentes a gestões passadas da Amorcrusp. Uma reunião com cerca de 150 pessoas votou por usá-lo para um abaixo-assinado e escolheu uma comissão de sete alunos para recolher assinaturas nos blocos.

O próximo passo da comissão é divulgar o abaixo-assinado à imprensa e órgãos da USP e chamar uma reunião aberta para discutir rumos do movimento, informou Dário Neto, membro da comissão que apresentou o texto no dia 13.

A reunião aconteceu logo após uma assembléia da associação de moradores que agregou cerca de 230 pessoas. Nela, Liliane Oliveira, que havia concorrido às eleições com a chapa “Crusp para Todos”, propôs a desocupação imediata do bloco C. Segundo ela, sua proposta não foi votada porque opositores encerraram a assembleia e desligaram o microfone. Depois disso, a moradora chamou os participantes para a reunião que criou o abaixo-assinado.

Errata
Ao contrário do publicado na edição impressa do JC, a moradora do Crusp Liliane Oliveira não pertenceu à chapa “Nova Práxis”. Diferentemente do publicado anteriormente na edição online, ela não participou da gestão anterior da Amorcrusp. O texto publicado no site já está corrigido.