{"id":29505,"date":"2016-11-27T12:48:59","date_gmt":"2016-11-27T15:48:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/?p=29505"},"modified":"2016-12-29T21:20:28","modified_gmt":"2016-12-30T00:20:28","slug":"basic-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2016\/11\/basic-3\/","title":{"rendered":"ECA se destaca no meio cinematogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<h6>De produ\u00e7\u00f5es de TCC \u00e0 s\u00e9rie do Netflix, alunos de audiovisual ganham reconhecimento<\/h6>\n<figure id=\"attachment_29508\" aria-describedby=\"caption-attachment-29508\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaDSC_0034.jpg\" rel=\"attachment wp-att-29508\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-29508 size-large\" src=\"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaDSC_0034-1024x681.jpg\" alt=\"Netflix promove coletiva de imprensa para a estreia de 3% com criadores, produtores e elenco presentes\" width=\"747\" height=\"497\" srcset=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaDSC_0034-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaDSC_0034-480x319.jpg 480w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaDSC_0034-768x511.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29508\" class=\"wp-caption-text\">Netflix promove coletiva de imprensa para a estreia de 3% com criadores, produtores e elenco presentes | foto: Giovanna Wolf Tadini<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iHM6-6KVZg0\"><span style=\"font-weight: 400;\">3%<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 a a primeira s\u00e9rie brasileira da Netflix, e chegar\u00e1 ao servi\u00e7o streaming no dia 25 de novembro desse ano. A hist\u00f3ria, com proposta de discutir a meritocracia, surgiu nos corredores do Departamento de Cinema, R\u00e1dio e Televis\u00e3o (CTR) da ECA-USP. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 ambientada em um futuro p\u00f3s-apocal\u00edptico no qual apenas um parcela m\u00ednima da popula\u00e7\u00e3o &#8211; os 3% &#8211; tem chance verdadeira de sobreviver. Todo cidad\u00e3o, ao atingir a idade de 20 anos, tem a chance de alcan\u00e7ar essa vida melhor, com a condi\u00e7\u00e3o de que, para isso, tem de passar por uma s\u00e9rie de testes e desafios. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A s\u00e9rie, no entanto, n\u00e3o foi o \u00fanico resultado prestigiado do departamento. \u201cNos \u00faltimos 50 anos, eu n\u00e3o estaria exagerando se eu fosse dizer que o n\u00facleo duro do cinema paulista vem da ECA. D\u00e1 para dizer, numa boa, que somos grande parte do mercado paulista de audiovisual\u201d, comenta Eduardo Santos Mendes, chefe do CTR. Segundo Mendes, o departamento gerou, e continua gerando, grande parte das produ\u00e7\u00f5es do mercado nacional, al\u00e9m de cr\u00edticos, historiadores e professores de cinema. \u00a0\u201cA grande garota da moda de 2016, Anna Muylaert \u00e9 uma ex-aluna da escola. O cinema paulista, de alguma forma ou de outra, passa por aqui.\u201d acrescenta.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O departamento realiza cerca de 44 produ\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o, entre filmes de fic\u00e7\u00e3o e document\u00e1rios, ao ano. Os filmes feitos no \u00faltimo ano da gradua\u00e7\u00e3o s\u00e3o, geralmente, os que fazem mais sucesso. S\u00e3o projetos frutos dos Trabalhos Conclus\u00e3o de Curso do alunos de Audiovisual. As produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas, inicialmente, atrav\u00e9s de um semestre de PTO (Projeto Tem\u00e1tico Orientado), e podem levar cerca de um ano para serem finalizadas. Para isso, o departamento auxilia os alunos financeiramente (parte da verba destinada ao departamento \u00e9 para ajudar na produ\u00e7\u00e3o dos filmes) e disponibiliza a infraestrutura e os equipamentos b\u00e1sicos necess\u00e1rio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a chefia do CTR, essa quantidade grande de produ\u00e7\u00e3o demanda verba, o que se torna um problema, j\u00e1 que eles t\u00eam que lidar com uma verba que julgam pequena. \u201cAcho que esse problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 deste departamento, mas deve ser de todos os departamentos da ECA. Se voc\u00ea pegar a Fuvest, dos 10 cursos mais procurados pelo menos 5 s\u00e3o daqui. Essa procura pela escola \u00e9 uma coisa que n\u00e3o se reflete, claramente, no or\u00e7amento que ela recebe\u201d, comenta Eduardo, que ainda pontua que a verba tamb\u00e9m \u00e9 limitadora da quantidade de filmes que produzem. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Neste ano, a ECA ganha mais prest\u00edgio com 3%. Na coletiva de imprensa do lan\u00e7amento oficial, o criador da s\u00e9rie, Pedro Aguilera, contou que a produ\u00e7\u00e3o surgiu para concorrer em um edital do Minist\u00e9rio da Cultura, ainda quando estava na gradua\u00e7\u00e3o. \u201cEu estava lendo os livros \u2018Admir\u00e1vel Mundo Novo\u2019 e \u20181984\u2019, estava com distopia na cabe\u00e7a. Pensei que seria legal se tivesse uma distopia aqui no Brasil, que lidasse com temas brasileiros\u201d, disse. Aos 20 anos, desenvolveu a s\u00e9rie em grupo com alguns colegas do curso, como <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Jotag\u00e1 Crema, Daina Giannecchini e Dani Libardi.<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Os estudantes ganharam o edital, criaram uma webs\u00e9rie de sucesso no Youtube e depois <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">atra\u00edram a aten\u00e7\u00e3o de um executivo da empresa de streaming e a s\u00e9rie foi comprada pela Netflix<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Com um diretor mais experiente, C\u00e9sar Charlone, mas ainda com as mesmas cabe\u00e7as jovens por perto, 3% se passa em um mundo dist\u00f3pico, n\u00e3o t\u00e3o distante do real, s\u00f3 que dessa vez a distopia \u00e9 mais palp\u00e1vel ainda, porque tem Brasil.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_29507\" aria-describedby=\"caption-attachment-29507\" style=\"width: 747px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaIMG_0827-1.jpg\" rel=\"attachment wp-att-29507\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-29507 size-large\" src=\"http:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaIMG_0827-1-1024x683.jpg\" alt=\"Duque e diretores discutem produ\u00e7\u00f5es em exibi\u00e7\u00e3o no Sess\u00f5es CTR | foto: Vict\u00f3ria Del Pintor\" width=\"747\" height=\"498\" srcset=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaIMG_0827-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaIMG_0827-1-480x320.jpg 480w, https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/CMYK_culturaIMG_0827-1-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 747px) 100vw, 747px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-29507\" class=\"wp-caption-text\">Duque e diretores discutem produ\u00e7\u00f5es em exibi\u00e7\u00e3o no Sess\u00f5es CTR\u00a0| foto: Vict\u00f3ria Del Pintor<\/figcaption><\/figure>\n<h5>Pesquisa fora do conceito tradicional<\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A USP \u00e9 uma grande produtora de pesquisas acad\u00eamicas. Sobre o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">spotlight <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">dado \u00e0s pesquisas que fogem do padr\u00e3o acad\u00eamico tradicional, Mendes comenta que \u201ch\u00e1, na Academia, uma valoriza\u00e7\u00e3o maior da pesquisa acad\u00eamica, naquele conceito tradicional. Como estamos dentro de uma estrutura universit\u00e1ria, \u00e9 mais f\u00e1cil para ela ver a pesquisa cient\u00edfica tradicional, do que ver o que acontece ao lado deste tipo de pesquisa. \u00c9 uma quest\u00e3o de h\u00e1bito. Se come\u00e7armos a divulgar mais, acho que conseguimos ter mais resposta\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Renato Duque, diretor da anima\u00e7\u00e3o<\/span><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ijFB0Dic9wk\"> <span style=\"font-weight: 400;\">\u201cOceano\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> &#8211; projeto de conclus\u00e3o de curso com identidade visual muito elogiada na Internet &#8211; diz que \u00a0\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">para fazer as artes, cinema, artes pl\u00e1sticas, m\u00fasica, desprende-se muito tempo, muito investimento, muita gente, e o retorno n\u00e3o \u00e9 garantido. Os filmes demoram anos para serem feitos e n\u00e3o necessariamente v\u00e3o ficar bons. A Academia \u00e9 assim, \u00e9 estudo\u201d, completa. Ainda acrescenta que a sociedade exige muito dos artistas, n\u00e3o compreendendo que existe muito investimento para algo que pode ficar ruim. Isso, segundo o diretor, reflete o pensamento de uma sociedade muito pragm\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o s\u00f3 na USP, no Brasil como um todo, h\u00e1 pouca valoriza\u00e7\u00e3o do cinema quanto institui\u00e7\u00e3o cultural, enquanto outros pa\u00edses mais avan\u00e7ados entendem que o cinema \u00e9 a carta de apresenta\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o\u201d, questiona Joel Yamaji, vice-chefe do CTR. A falta de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cinematografia se mostra de forma direta na dificuldade financeira das produ\u00e7\u00f5es. Mariani Ohno \u00e9 rec\u00e9m-formada e diretora do filme \u201cSinistro\u201d, um curta tamb\u00e9m produzido para TCC, recentemente indicado para um festival internacional em Moscou. Ela teve ajuda de cerca de R$ 3.500 do departamento, mas o pre\u00e7o de custo foi bem maior, o que a fez recorrer ao pr\u00f3prio bolso, a rifas e a fazer barraquinhas nas festas de quinta-feira na ECA. Para Mariani, o ideal seria ter essa quantia vinda do departamento e ainda assim receber est\u00edmulos para aprender dentro da Escola a captar verba, porque \u201cisso no audiovisual \u00e9 muito importante, a gente n\u00e3o \u00e9 muito orientado nesse sentido aqui dentro, ent\u00e3o os alunos acabam arranjando formas alternativas.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dificuldades existem mas o nome ECA ainda \u00e9 forte no cen\u00e1rio nacional e internacional. A Escola faz parte da Confedera\u00e7\u00e3o Internacional das Escolas de Cinema (Cilect) e tamb\u00e9m realiza co-produ\u00e7\u00f5es com escolas de outros pa\u00edses, como China, Argentina, B\u00e9lgica e M\u00e9xico. Al\u00e9m disso, o departamento envia filmes para festivais ao redor do mundo. O document\u00e1rio \u201cFeriado em Iporanga\u201d, com dire\u00e7\u00e3o e roteiro de Lorena Duarte, foi um dos selecionados para o Festival da Academia de Cinema de Pequim, na China. Lorena enxerga o festival como um momento importante na sua carreira e comenta que \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o evento foi em uma universidade, ent\u00e3o conheci os alunos, o est\u00fadio, a sala de cinema, foi uma troca muito legal, deu para aprender bastante como \u00e9 escola de cinema em outras partes do mundo.\u201d<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por Giovanna Wolf Tadini e Vict\u00f3ria Del Pintor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De produ\u00e7\u00f5es de TCC \u00e0 s\u00e9rie do Netflix, alunos de audiovisual ganham reconhecimento 3% \u00e9 a a primeira s\u00e9rie brasileira da Netflix, e \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/2016\/11\/basic-3\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":104,"featured_media":29508,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3149,3831,3218],"tags":[3833,918,1660,88,3832],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29505"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=29505"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29505\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29798,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/29505\/revisions\/29798"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/29508"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=29505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=29505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornaldocampus.usp.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=29505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}